Imagem ilustrativa: Aluguel Residencial Sobe 0,65% em Janeiro e Supera Inflação pelo 18º Mês Consecutivo
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Aluguel Residencial Sobe 0,65% em Janeiro e Supera Inflação pelo 18º Mês Consecutivo

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O Índice FipeZAP registrou alta de 0,65% nos aluguéis residenciais em janeiro de 2026, acumulando 10,23% nos últimos 12 meses — mais que o dobro do IPCA (4,44%). Florianópolis lidera com alta de 2,1% no mês, enquanto São Paulo acumula 9,8% em 12 meses.

Aluguéis Residenciais: 18 Meses Acima da Inflação

Os aluguéis residenciais no Brasil subiram 0,65% em janeiro de 2026, segundo o Índice FipeZAP divulgado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em parceria com o portal ZAP Imóveis. O resultado representa o 18º mês consecutivo em que os aluguéis superam o IPCA — a inflação oficial medida pelo IBGE.

No acumulado de 12 meses, os aluguéis residenciais subiram 10,23%, ante um IPCA de 4,44% no mesmo período. A diferença de 5,79 pontos percentuais representa uma perda real de poder aquisitivo para os inquilinos.

Destaques por Cidade

O FipeZAP monitora 25 cidades brasileiras. Os destaques de janeiro de 2026:

Maiores altas mensais:

  • Florianópolis: +2,1% (alta temporada de verão e demanda por imóveis de curta temporada)
  • Fortaleza: +1,4% (crescimento econômico e migração interna)
  • Curitiba: +0,9% (mercado aquecido com baixa vacância)
  • São Paulo: +0,7% (maior mercado absoluto, com 4,2 milhões de imóveis alugados)
  • Rio de Janeiro: +0,5% (recuperação após anos de estagnação)

Acumulado 12 meses (maiores altas):

  • Florianópolis: +18,3%
  • Fortaleza: +14,7%
  • Curitiba: +12,1%
  • São Paulo: +9,8%
  • Belo Horizonte: +9,2%

Por Que os Aluguéis Sobem Tanto?

A pressão sobre os aluguéis tem três causas estruturais:

1. Déficit de oferta: A construção de imóveis para locação não acompanhou o crescimento da demanda. O déficit habitacional brasileiro é estimado em 8 milhões de moradias, e a maior parte está concentrada nas faixas de renda que dependem do aluguel.

2. Migração interna: Cidades como Florianópolis, Curitiba e Fortaleza têm atraído migrantes de outras regiões, pressionando a demanda por aluguel sem que a oferta consiga acompanhar.

3. Custo de financiamento elevado: Com a SELIC a 15%, muitas famílias que poderiam comprar um imóvel preferem ou são obrigadas a alugar, aumentando a demanda por locação.

O Que Diz a Lei do Inquilinato

A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991) permite reajuste anual dos contratos de aluguel por um índice acordado entre as partes. Os índices mais utilizados são:

  • IGPM: acumulou -0,91% em 12 meses até janeiro de 2026 (deflação) — favorável ao inquilino
  • IPCA: +4,44% em 12 meses — índice mais equilibrado
  • INPC: +4,89% em 12 meses — similar ao IPCA

Contratos corrigidos pelo IGPM estão sendo renegociados, com proprietários pedindo migração para IPCA ou INPC. A negociação é legal e comum, mas deve ser formalizada em aditivo contratual.

Perspectivas para 2026

O FipeZAP projeta que os aluguéis residenciais devem continuar subindo acima da inflação em 2026, mas com desaceleração gradual. A entrada de novos imóveis no mercado — especialmente apartamentos compactos (studios e 1 dormitório) em São Paulo, Curitiba e Florianópolis — deve aumentar a oferta e moderar os reajustes no segundo semestre.

O segmento de build-to-rent (imóveis construídos especificamente para locação) está crescendo no Brasil, com empresas como MRV Luggo, Housi e Yuca expandindo suas operações. Esse modelo pode contribuir para aumentar a oferta de aluguel de qualidade em médio prazo.

Ferramentas Mencionadas

FipeZAPFipeZAP ImóveisMRV LuggoHousiYuca

Tendências Identificadas

Aluguel acima da inflaçãoFipeZAPBuild-to-rentDéficit habitacional

Fontes e Matérias Originais

EXAME — Aluguel Sobe o Dobro da Inflação e Cidade com Maior Alta Não É São Paulo

12/02/2026

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