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Briefing diário do mercado imobiliário brasileiro
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ABECIP Projeta Crescimento de 12% no Crédito Imobiliário em 2026, Atingindo R$ 280 Bilhões

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) divulgou projeções otimistas para 2026, estimando um crescimento de 12% no volume de crédito imobiliário, que deve alcançar R$ 280 bilhões. A queda da taxa Selic, a estabilização da inflação e a expansão do FGTS e SBPE são os principais fatores que impulsionam o setor, indicando um ano promissor para financiamentos de imóveis no Brasil.

05 de março de 20264 min de leitura15 visualizações
ABECIP Projeta Crescimento de 12% no Crédito Imobiliário em 2026, Atingindo R$ 280 Bilhões

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) trouxe uma notícia animadora para o mercado imobiliário brasileiro: a projeção de um crescimento de 12% no volume de crédito imobiliário para o ano de 2026, atingindo a marca de R$ 280 bilhões. Essa estimativa otimista reflete a consolidação de um cenário macroeconômico mais favorável, com a continuidade da queda da taxa Selic, a estabilização dos índices de inflação e o fortalecimento dos mecanismos de financiamento habitacional. A expectativa é que este ambiente propício estimule tanto a demanda por imóveis quanto a oferta de crédito pelos bancos, impulsionando o setor da construção civil e a economia como um todo.

O ano de 2025 já havia demonstrado sinais claros de recuperação, com o volume de crédito imobiliário totalizando R$ 250 bilhões, um aumento de 8% em relação a 2024. Este crescimento foi impulsionado principalmente pela demanda reprimida e pela atuação mais agressiva dos bancos, que buscaram expandir suas carteiras de crédito. A Caixa Econômica Federal, historicamente a maior financiadora de imóveis no país, manteve sua liderança, mas bancos privados como Itaú e Bradesco também aumentaram significativamente sua participação, oferecendo condições mais competitivas e diversificando seus produtos. A concorrência saudável entre as instituições financeiras tem beneficiado o consumidor, que encontra mais opções e taxas de juros mais atraentes.

Um dos principais motores para o crescimento projetado em 2026 é a taxa Selic. O Banco Central do Brasil, após um ciclo de aperto monetário, iniciou um movimento de flexibilização que levou a Selic a encerrar 2025 em 9,75% ao ano. A projeção do Comitê de Política Monetária (COPOM) e de analistas de mercado é que a taxa continue caindo, podendo chegar a 9,00% ou até 8,75% até o final de 2026. A redução da Selic impacta diretamente as taxas de juros dos financiamentos imobiliários, tornando as parcelas mais acessíveis e estimulando a decisão de compra de imóveis. Além disso, a estabilidade da inflação, que se manteve dentro da meta em 2025 e tem projeções controladas para 2026, contribui para a segurança econômica das famílias e para a previsibilidade dos custos de financiamento.

Os recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) continuam sendo as principais fontes de financiamento imobiliário no Brasil. A ABECIP destaca que a captação líquida da poupança em 2025 foi positiva, garantindo a disponibilidade de recursos para o SBPE. Para 2026, espera-se que a poupança continue a ser uma fonte robusta, especialmente com a melhoria da confiança econômica. O FGTS, por sua vez, tem sido fundamental para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que recebeu aportes adicionais do governo federal, ampliando o poder de compra das famílias de menor renda. A sinergia entre esses dois sistemas de financiamento é crucial para a sustentabilidade e o crescimento do mercado imobiliário, permitindo atender a diferentes faixas de renda e necessidades habitacionais.

Para o setor da construção civil, o aumento do crédito imobiliário significa mais lançamentos, mais obras e, consequentemente, mais empregos. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) já projeta um crescimento do PIB da construção em 2026, impulsionado pelo aquecimento do mercado. As construtoras e incorporadoras estão se preparando para um ano de maior atividade, com a aquisição de novos terrenos e o planejamento de projetos que atendam à demanda crescente. A digitalização dos processos de financiamento, com a oferta de simulações online e a agilidade na aprovação de crédito, também tem contribuído para desburocratizar o acesso ao financiamento, tornando a jornada do cliente mais fluida e eficiente. A expectativa é que 2026 seja um ano de consolidação da recuperação do mercado imobiliário, com o crédito desempenhando um papel central nesse processo de reaquecimento e crescimento sustentável.

Perguntas Frequentes

Qual a projeção da ABECIP para o volume de crédito imobiliário em 2026?

A ABECIP projeta um volume de crédito imobiliário de R$ 280 bilhões para 2026, o que representa um crescimento de 12% em relação a 2025. Essa estimativa otimista reflete um cenário macroeconômico mais favorável e o aquecimento do mercado.

Quais fatores impulsionam o crescimento do crédito imobiliário em 2026?

Os principais fatores são a queda da taxa Selic, a estabilização da inflação e a expansão e fortalecimento dos recursos do FGTS e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Essas condições tornam o financiamento mais acessível e estimulam a demanda por imóveis.

Como a Caixa Econômica Federal e os bancos privados estão atuando no mercado de crédito?

A Caixa Econômica Federal mantém sua liderança no financiamento imobiliário, enquanto bancos privados como Itaú e Bradesco têm aumentado sua participação, oferecendo condições mais competitivas e diversificando produtos. Essa concorrência beneficia o consumidor com mais opções e taxas de juros atraentes.

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